Os cursos de culinária a preços
acessíveis da Maria Chocolate
foram ponto de partida para
uma seqüência de produções
independentes dos mais diversos
tipos de doces.
A aposentada Terezinha
Correia Horta inscreveu sua filha
Lívia para um curso básico
de técnicas de chocolate e ovos
de Páscoa. Ela desistiu na última
hora e Terezinha ocupou o
lugar. Tomou tanto gosto que
resolveu investir numa produção
própria. A iniciativa acabou
se tornando fonte adicional
de renda para a família.
"Ainda trabalhava quando fiz
o curso. Saía do serviço às cinco
e meia da tarde, ia pra cozinha e
lá ficava até as quatro da manhã.
A criatividade e a qualidade
do produto me garantiram
uma renda equivalente ao valor
líquido do meu salário", conta.
A filha de Terezinha, que havia
desistido do curso, mudou
de idéia ao ver o sucesso da mãe.
E a cozinha de casa virou escola
tanto para Lívia como para sua
irmã Leandra. Hoje, ambas têm
clientela garantida.
As irmãs Flávia e Andreia
Falci Tavares também aprenderam
o "bê-á-bá" dos doces na
Maria Chocolate. "No começo,
saía cada porcaria", conta Flávia.
"Aos poucos, fomos acertando
e, as pessoas, gostando.
Como a demanda cresceu, passamos
a ver não mais como um
passatempo, mas como uma
oportunidade empresarial".
Hoje, Flávia e Andréia têm
uma fábrica de chocolates cujos
produtos já são vendidos a
outros Estados do País.
Segundo Gisele Adélia da
Silva, instrutora de culinária
da Maria Chocolate, "a maior
parte das pessoas que procuram
os cursos são mulheres em
busca de mais conhecimento
para aplicar em casa, mas com
uma visão empresarial. Numa
época de desemprego tão grande,
é importante que haja
meios acessíveis de se buscar
técnicas alternativas de geração
de renda". A culinária é
uma delas. (CD)