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(Segunda-Feira 26 Janeiro de 2004)
Hora de vacinar contra paralisia
O Imparcial
O governo do Maranhão quer imunizar mais de 680 mil crianças contra a pólio. O
objetivo é manter erradicação da poliomielite
Será deflagrada neste sábado, a II Etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite no Estado, que tem o slogan "De gota em gota o Brasil vence a pólio".
Durante todo o dia, os postos de saúde da capital, além de escolas e
associações de bairros, estarão funcionando para o atendimento das
crianças. Em todo o Estado estão mobilizando mais de 1.200 postos de
imunização.
A meta da Gerência de Qualidade de Vida é imunizar contra a pólio mais
de 680 mil crianças no Estado menor de cinco anos, de forma
indiscriminada, em todo o Maranhão, segundo informou o coordenador do
serviço de imunização, Hozano Ferreira. Para isso foram distribuídas 932
mil doses da vacina para todos os municí- pios maranhenses.
Objetivo
O objetivo da vacinação continua sendo a manutenção da erradicação da
poliomielite com coberturas vacinas de, no mínimo, 95% e o resgate de
indivíduos suscetíveis (esquema vacinal incompleto ou nunca vacinado),
já que o risco de retorno do polivírus é uma grande realidade.
Além da vacina contra a pólio, também serão oferecidas as vacinas BCG,
Hepatite B, contra Sarampo, Tetravalente, Tríplice, Febre Amarela e
Dupla Adulto, para todos as crianças menores de cinco anos, assim como
uma atenção especial à vacinação antitetânica (com DT) nas mulheres de
12 a 49 anos seletivamente nos municípios de risco.
A paralisia infantil é uma doença infecciosa provocada por três tipos de
vírus, polivírus 1, 2 e 3. A maior parte dos indivíduos infectados com o
vírus da poliomielite não apresenta paralisia, mas sintomas leves. Os
sintomas são febre, mal-estar, dores musculares, distúrbios
gastrintestinais, rigidez na nuca e paralisia, principalmente nos
membros inferiores. A doença, que já foi erradicada do país desde o ano
de 89, ainda é uma ameaça de retorno, visto que o vírus selvagem circula
em outros países, sobretudo do continente africano. Daí a importância de
manter a imunização
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