O Conselho de Defesa dos
Direitos da Criança e do Adolescente
de Mogi das Cruzes,
na Grande São Paulo, começou
a registrar os projetos enviados
pelas entidades em
2001, quando a lei federal
10.097 foi regulamentada.
Mogi foi a primeira cidade
no Estado de São Paulo a assumir
o compromisso com o
Movimento Degrau, no Projeto
Convivência e Aprendizado
no Trabalho.
Atualmente, 322 aprendizes
estão inseridos no mercado de
trabalho. Segundo o coordenador
do Movimento Degrau
na cidade, Rubens Marialva, é
possível conseguir muito mais
vagas de trabalho se a sociedade
se conscientizar da importância
do projeto.
"O empresário que contrata
o adolescente ajuda principalmente
no aspecto social, excluindo
as chances de que o jovem
caia na marginalidade.
Amanhã, esses jovens vão
agradecer a oportunidade",
ensina Rubens.
Investimento - Rosana Tomaz
já empregou três aprendizes
na sua fábrica de almofadas,
em Mogi das Cruzes.
"Eles têm muita vontade de
aprender e se adaptam muito
rápido ao serviço", conta a empresária.
Para o aprendiz Fábio Soares,
de 16 anos, as vantagens de
participar do Movimento Degrau
são muitas.
"Eu ajudo em casa, sinto segurança
no emprego por ter
registro na carteira de trabalho
e ainda tenho apoio na parte
escolar. Hoje, quem não estuda
não pode trabalhar", conta
o aprendiz.
De acordo com a Associação
Mogiana Oficina dos Aprendizes
(AMOA), entidade certificadora
em Mogi das Cruzes, o
aproveitamento dos aprendizes
na escola melhorou muito.
Outro ponto positivo: cerca de
80% dos jovens são absorvidos
pela empresa ao término do
Programa.
"Nós os preparamos para
atuar como colaboradores e
não apenas empregados. Depois
de a empresa investir dois
anos na formação de um
aprendiz, ela com certeza vai
querer contratar aquele que
apresente bons resultados", diz
João Rodrigues, presidente da
Amoa. (CD)